Efeitos agudos e crônicos da prática do exercício físico em idosos hipertensos

Compartilhe este post

Share on facebook
Share on linkedin
Share on twitter
Share on email

   Sabe-se que a hipertensão em muitos casos é apresentada devido ao estilo de vida do indivíduo, mas que existem fatores que contribuem no controle ou prevenção da P.A elevada sendo alguns deles: controle do peso corporal, uma alimentação saudável, abandono do tabagismo, consumo de bebida alcoólicas sem excesso e sem dúvidas uma prática regular de exercício físico. Existem estudos que apresentam efeitos hipotensivos pós-treino, em relação a frequência da pratica de exercício físico semanal pode ser de 3 vezes na semana, os autores Moraes e Souza (2012) deixam claro que quanto mais sessões semanais mais serão os benefícios, mas que também outros estudos apontam que 2 sessões semanais já é possível presenciar uma importante redução de PAS e PAD como também uma contribuição nas capacidades funcionais, ainda mediante ao estudo acima citado mostra que o T.F com frequência semanal reduzida pode contribuir na redução do IMC, glicemia e PA, melhora do condicionamento físico e aptidão física em idosos hipertensos com tratamento farmacológico.

   O efeito Hipotensivo Pós-Exercício (HPE) mas em exercícios aeróbicos é algo que tem sido investigado (LIZARDO et al., 2007; FORJAZ et al., 1998; MACH et al., 2005; MACDONALD et al., 2001, DUTRA et al., 2008). Nos dias de hoje existem relatos de uma melhor da PA em ínvidos hipertensos após iniciar uma pratica de exercício físico. Mediante Kenny, Seals (1993); Lizardo; Simões (2005), o efeito hipotensivo após uma sessão de exercício dinâmico, tem sido e ainda vem sendo uma das formas de controlar, tratar e prevenir de forma não farmacológica a hipertensão.

   O treinamento de força é recomendado com o papel de reduzir diversos riscos no que tange aos acontecimentos cardiovasculares, mas não somente em pessoas hipertensas e sim em normotensos também, segundo (RATAMESS et al, 2009; PESCATELLO et al., 2004; WILLIAMS et al., 2002). O efeito HPE também ocorre em pessoas com PA normal ou seja normotensos, o mesmo efeito pode durar de 60 min até 13h apresentando algumas variáveis, mediante Fagard (2001); Pescatello; Kulikowich (2001); Kenney; Seals (1993); Forjaz et al. (1998), no entanto, quando realizados treinos até a falha ou seja até a fadiga muscular, pode causar riscos ao sistema cardiovascular (MACDOUGALL et al., 1985).

   A HPE resistido possivelmente também ocorra decorrente a vasodilatação que é advinda pela ação do sistema kalicreína/cinina, onde as cíninas atuam como vasodilatadores que contribuem na homeostase da PA, onde esse sistema é aumentada após TR (MORAES et al., 2007).  

   Um outro estudo realizado por Mutti et al. (2010), analisou a PAS e PAD após uma sessão de treinamento de força em idosos normotensos treinados. No estudo havia 20 homens saudáveis com idade de 67+2 anos.  No referente estudo os participantes realizaram uma sessão de treino de força (TF) com 3 séries de 10 repetições com 70% de 10RM (10 repetições máximas), treinaram MMSS e MMII. Foi aferida a PAS e PAD  10 minutos antes do treino e seis vezes a cada 10 minutos após o final de cada sessão. Os resultados mostrou que reduções significativas da PAS e PAD após a sessão, mas que também permanece após 60 minutos.

   Apesar do estudo acima citado apresentar efeitos do treinamento de força na PA, alguns ainda se sentem seguros com esse estudo pôr o motivo dele ter sido realizado em apenas um dia, mas esse estudo segue a mesma linha de um outro autor que apresentou um outro estudo. Cunha et al. (2012), analisou reduções na PAD e PA média, comparando o estudo de Cunha (2012) com o estudo de Mutti (2010) há apenas uma discordância entre eles que foi a PAS, mas essa discordância pode ser pela a intensidade do exercício no estudo de Cunha et al (2012), já que o autor não coloca especificações no estudo. Para verificar o efeito de duas intensidades de treinamento resistido sobre a pressão arterial de idosas hipertensas controlada Cunha et al. (2012), realizou um estudo que participaram 16 idosas, foram divididas em dois grupos, um dos grupos tinham nove idosa que participaram de um treinamento resistido, um dos grupos com treino moderado e o outro grupo continha sete idosas que também foram submetidas por exercícios leves.

   O estudo teve duração de oito semanas com treinamento de força, a frequência foi de três vezes na semana em dias alternados, treinaram membros superiores e inferiores (MMSS e MMII). Os resultados após oito semanas de teste mostraram que houve reduções na PAD e pressão arterial média (PAM) de repouso das idosas hipertensas controladas, mas na PAS não houve reduções significativas.  

Referência

LIZARDO, J. H. F. et al. Hipotensão pós-exercício: comparação entre diferentes intensidades de exercício em esteira ergométrica e cicloergômetro. Revista Brasileira Cineantropometria & Desempenho Humano, Florianópolis, v. 9, n. 2, p. 115-120, 2007.

MORAES, W.M.; SOUZA, P.R.M. Programa de exercícios físicos baseado em frequência semanal mínima: efeitos na pressão arterial e aptidão física em idosos hipertensos. Rev. bras. fisioter., São Carlos, v.16, n. 2, 2012.

MAcDONALD, J. R. et al. Post exercise hypotension is sustained during subsequent bouts of mild exercise and simulated activities of daily living. Journal of Human Hypertension, Houndmills, v. 15, no. 8, p. 567-571, 2001.

RATAMESS, N. A. et al. American College of Sports Medicine position stand. Progression models in resistance training for healthy adults. Medicine and Science in Sports and Exercise, Madison, v. 41, n. 3, p. 687-708, 2009.

Mais conteúdo para você

O QUE MEUS ALUNOS DIZEM

Confira alguns depoimentos reais dos meus alunos

Play Video
Play Video
Play Video
Play Video

VAMOS CONVERSAR?

Se você tem dúvida sobre algum serviço ou qual plano escolher, entre em contato